Metalúrgicos da CUT aprovam proposta das montadoras

A proposta apresentada pelas montadoras de reposição integral da inflação aos salário em 2001 - que deve variar 7,75% - mais 2% de aumento real em 2002, se a produção atingir 1,065 milhões de veículos no Estado de São Paulo, foi aprovada hoje, pela manhã, por cerca de 1,5 mil metalúrgicos do ABC, ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), em assembléia na sede da entidade, em São Bernador do Campo, ABC paulista. As fabricantes de veículos também concederam aumento do piso do salarial que passou de R$ 480,00 para R$ 570,00 e mantiveram as claúsulas de acordo coletivo referentes a acidentes de trabalho e doenças profissionais. "Foi uma grande conquista", afirma Adi dos Santos Lima, presidente da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos do ABC (FEM). As negociações para fechamento de acordo entre o sindicato da capital e os empresários prosseguem na próxima semana, cujas reuniões já estão marcadas com os representantes dos sindicatos patronais. A proposta de repasse de apenas 75% da inflação por parte dos patrões foi rejeitada pelo sindicato. A categoria exige além da incorporação total do Índice de Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), um aumento real de 5,23%. Os metalúrgicos querem ainda que sejam mantidas as claúsulas que asseguram o trabalhador em caso de acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Agencia Estado,

21 de outubro de 2001 | 13h30

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