Meteorologia subestimou intensidade do ciclone, diz Inmet

O diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Antônio Divino Moura, admitiu que osserviços meteorológicos brasileiros ?subestimaram? a intensidade doCiclone Catarina e atribuiu a falha à falta de informações in loco, decorrente da ausência de bóias de pesquisa no sul do Oceano Atlântico,na altura de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.?A meteorologia brasileira subestimou a intensidade do ciclone ao chegar ao litoral?, disse Moura. Segundo ele, os dados obtidos peloInmet e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) eram fornecidos apenas por imagens de satélite, que indicavam, no sábado,ventos na velocidade de 60 a 80 quilômetros por hora. A maior intensidade do ciclone pode ter sido causada pelo relevo da região. Assim, ao deparar-se com a serra, no litoral gaúcho e catarinense, a massa de ar teria sido ?afunilada?. O efeito, nesse caso, seria o mesmo do popular ?vento encanado?.Independentemente da intensidade do ciclone, Moura destacou que o alerta de perigo foi repassado à Secretaria Nacional de Defesa Civil,que determinou a adoção de medidas preventivas nos municípios da região. Da mesma forma, a chegada do ciclone à costa na madrugada dedomingo também foi prevista corretamente.Moura disse que uma bóia marítima para coletar dados meteorológicos no oceano custa cerca de US$ 50 mil. Ela fica ancorada, presa a pesosmetálicos colocados no fundo do mar. No Norte do Brasil, segundo o diretor, há pelo menos seis bóias instaladas por um projeto de pesquisaque envolve Brasil, Estados Unidos e França. Moura contou que o governo estuda instalar bóias no Atlântico Sul. Ele disse que a iniciativapoderá caber ao Inmet, ao Inpe, à Marinha ou ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

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