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Metrô ameaça demitir se greve continuar

O diretor administrativo da Companhia do Metropolitano de São Paulo, Fernando Carrazedo, disse que espera que a greve dos metroviários seja encerrada hoje. Segundo ele, a empresa já colocou no ar, nas rádios, um comunicado para que os funcionários retornem imediatamente ao trabalho. "Se a greve continuar vamos tomar outras providências, que incluem advertências, suspensão e eventual demissão", disse. A categoria está reunida em assembléia para decidir se irá prosseguir com a paralisação.De acordo com ele, caso a greve continue amanhã, o Paese, programa de emergência para o sistema de transporte, que abrange ônibus municipais, intermunicipais e metrô, já acionado hoje, será mantido. O programa prevê a colocação de ônibus extras. Além disso, segundo ele, as medidas de suspensão do rodízio de automóveis e liberação da zona azul, que vigoraram hoje, também seriam mantidas. "O problema deixa de ser do Metrô e passa a ser também municipal", explicou.Os funcionários do Metrô entraram em greve à 0h de hoje, reivindicando a manutenção, também para funcionários novos, do adicional de 50% para trabalho noturno e o pagamento de 100% sobre as horas extras. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julgou a greve abusiva e determinou o pagamento de multa de R$ 100 mil caso os cerca de 7,4 mil metroviários não voltem ao trabalho, a partir das do turno das 22 horas."Nossa expectativa é de que os funcionários ajam conscientemente e percebam que a população não pode ser mais penalizada", afirmou Carrazedo. Por causa da paralisação, 2,5 milhões de pessoas tiveram que buscar alternativas de transporte. "O sindicato (da categoria) induziu os empregados a aderirem à greve. É lamentável que isso tenha acontecido", acrescentou.

Agencia Estado,

25 de junho de 2001 | 19h21

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