Metrô diz que aprofundamento de ruas começou antes de obra

Em nota oficial enviada na noite desta sexta-feira, 16, o Metrô de São Paulo informa que os aprofundamentos das ruas da região próxima à Estação Pinheiros da futura linha amarela, detectados cerca de um ano antes do desabamento que resultou na morte de sete pessoas, ocorreram quando as obras de escavação dos túneis da estação ainda não haviam começado. Ainda de acordo com a nota, os aprofundamentos estavam relacionados a problemas de tubulação de água e localizados fora do perímetro da obra, a mais de 200 metros do local. "Logo, qualquer ligação entre o referido afundamento e as obras da Estação Pinheiros é pura especulação. Vale destacar também que os afundamentos existentes na rua Capri estavam a cerca de 200 metros de distância da futura obra do Metrô", diz o Metrô. De acordo com a nota, a consultoria contratada pelo Consórcio Via Amarela - formado pelas construtoras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez - para estudar o problema constatou que a galeria pluvial estava comprometida, mas que o problema deveria ser resolvido pela esfera municipal. O trecho da Rua Capri foi interditado, informou o Metrô. "A contratação da CCN Planejamento e Engenharia S/C Ltda, em fevereiro de 2006, previamente, isto é, antes de qualquer atividade relacionada com o início das obras da estação Pinheiros - que tiveram início efetivo em julho de 2006 - só demonstra que o Consórcio Via Amarela e o Metrô estavam atentos a qualquer problema na região, mesmo fora dos cem metros da área de influência da futura obra da estação", destaca o Metrô. Ao comentar as declarações do engenheiro Paulo Helene e o geólogo Álvaro Rodrigues concedidas à Revista Época, o Metrô lamentou que ambos "tenham sido capazes de demonstrar desconhecimento tão grande do desenvolvimento das obras e mesmo assim tecer comentários superficiais e errados sobre o assunto". Acusou ainda os profissionais de "desconhecimento ou má fé" por declararem que houve "incompetência ou negligência" por parte do Metrô e do Consórcio Via Amarela na condução das obras.

Agencia Estado,

16 Fevereiro 2007 | 20h56

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