Metrô falha e Rio vive dia de tumulto no 1º teste da Jornada Mundial

Serviço só começou a se normalizar após 2h; 50 argentinos chegaram a ficar 40 minutos presos em vagão parado

O Estado de S. Paulo

24 Julho 2013 | 00h13

RIO - No primeiro teste da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o sistema de transporte público do Rio falhou. Com milhares de peregrinos, voluntários e fiéis tentando chegar à Praia de Copacabana, na zona sul, local da missa de abertura oficial da JMJ, o rompimento de um cabo de energia fez com que todas as estações do metrô fossem fechadas e as duas linhas, interrompidas. Pontos de ônibus em toda a cidade ficaram lotados; quem conseguia entrar num dos coletivos, se espremia.

O problema começou por volta das 16h30. Pouco depois, todas as estações foram fechadas. Só às 18h40, começaram a ser reabertas, ainda com intervalos irregulares entre as viagens. O evento de terça-feira, 23,, sem a presença do papa, era um ensaio para os dois principais, com a presença do pontífice - que reunirão um número ainda maior de pessoas -, na quinta e na sexta, também em Copacabana.

Antes que a concessionária MetrôRio esclarecesse o motivo do problema, a Light, companhia de energia elétrica do Rio, informou que não tinha "nada a ver com a ocorrência". Minutos depois, o MetrôRio informou que um cabo se rompeu na Estação Uruguaiana, no centro, por onde passam as linhas 1 e 2. A energia foi cortada "para que as equipes trabalhassem em segurança".

Segundo passageiros, foi possível ouvir uma pequena explosão (seguida por chamas) por volta das 16h30 na Uruguaiana. Passageiros passaram mal dentro da estação - entre eles, uma grávida, que teve de ser socorrida por bombeiros - e formaram-se longas filas de pessoas em busca da devolução do dinheiro. Revoltados, passageiros quebraram uma porta de vidro da sala de segurança da estação. O quadro de caos se verificou também em outras paradas.

Na de Inhaúma, cerca de 50 argentinos ficaram 40 minutos dentro de um vagão. Na de Botafogo, a PM foi acionada para reforçar a segurança numa das saídas, na Rua Voluntários da Pátria, após um grupo tentar invadir a estação. Os passageiros teriam se revoltado porque queriam entrar, mas só o desembarque era permitido.

Moradora de Madureira, a vendedora Antônia Souza Silva, de 28 anos, passou duas horas e meia na frente da Estação Carioca, das 16h às 18h30. "Não tenho escolha. O ônibus é lotado e demora muito, tenho de pegar mais de um. É esperar ou ir para casa a pé", disse. Às 17h30, o MetrôRio informou que todas as estações estavam fechadas. Os pontos de ônibus, principalmente no centro e nas zonas norte e sul (regiões atendidas pelo metrô), estavam lotados.

O secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, afirmou que o plano de contingência foi acionado. "Determinamos que as empresas colocassem 100% da frota nas ruas no eixo centro/zona sul/zona norte. As cooperativas de táxi também foram avisadas para reforçar a frota nessa região", disse.

Problemas. Antes mesmo da pane no metrô, peregrinos que seguiam para a missa em Copacabana já enfrentavam problemas. Também na Estação Carioca, chegaram a esperar duas horas para conseguir validar o cartão do metrô, recebido no kit peregrino. As catracas também não davam conta do número elevado de passageiros. / ANTÔNIO PITA, SÍLVIO BARSETTI, CLARISSA THOMÉ, NATALY COSTA e TIAGO ROGERO

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