Metrô nega que explosões tenham causado desabamento

O Metrô negou neste sábado que a detonação de explosivos tenha sido a causa do desabamento que abriu uma enorme cratera nas obras de construção da Linha 4, na sexta-feira. A informação é do engenheiro do Metrô Marco Antônio Buoncompagno, que neste sábado participou de uma entrevista coletiva junto com o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, José Luiz Portella, e o do comandante das operações dos Bombeiros no local, major Marco Aurélio. O engenheiro e o secretário negaram também que o método usado para construção seja inadequado e que essa seria uma das possíveis causas do acidente. Segundo o secretário, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi contratado para fazer um laudo definitivo sobre as causas do acidente que abriu a cratera, engolindo vários carros e caminhões que estavam no pátio da obra e na rua ao lado. Entre os veículos estava uma van de transporte público, que continua desaparecida, com um motorista e um cobrador e, segundo relatos de testemunhas, pelo menos dois passageiros.Portella disse que a busca pelos desaparecidos da ?possível van? que está nos escombros é uma das prioridades. As outras duas frentes de trabalho, segundo o secretário, estão concentradas na contenção de novos deslizamentos e na desmontagem do guindaste que ficou suspenso ao lado da cratera. O secretário informou que dois automóveis foram encontrados dentro da cratera na manhã deste sábado. "Mas não havia ninguém dentro. Eram carros que estavam estacionados no local", informou.O secretário e o engenheiro do metrô negaram que conveniências políticas possam ter interferido na obra e contribuído para o acidente. ?Não há conveniência política?, afirmou Portella. ?As empresas contratadas têm um corpo de engenheiros que estão entre os melhores do Brasil, assim como assim como o Metrô.? Portella disse também que todos os moradores que foram prejudicados pelo acidente serão assistidos pelas seguradora do consórcio de empresas que tocam a obra e pelas empreiteiras. ?A seguradora e empreiteiras vão honrar e o metrô vai fiscalizar?, disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.