Metrô volta a funcionar normalmente após paralisação

O metrô de São Paulo voltou a operar normalmente nesta quarta-feira, 16. A paralisação durante toda a terça-feira, 15, prejudicou e causou transtornos a cerca de 2,8 milhões de pessoas que tiveram que buscar outras alternativas para chegar ao trabalho.Suspenso na terça, o rodízio municipal de veículos voltou a vigorar nesta quarta. Sem metrô e rodízio, São Paulo viveu dia de caos no trânsito com 188 quilômetros de congestionamento às 9 horas da manhã, o maior índice do ano registrado no período da manhã. Já às 9 horas desta quarta, foram registrados 92 quilômetros de congestionamento para uma média de 91 km, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).Os piores pontos encontram-se na Marginal do Pinheiros, no sentido Interlagos, 4500 metros após a Rodovia Castelo Branco até a Ponte Eusébio Matoso, com 7 quilômetros de lentidão. Os motoristas enfrentam lentidão também na Marginal Tietê, no sentido Ayrton Sena, da Ponte Atílio Fontana até 1000 metros antes da Ponte do Limão, com 5,5 quilômetros.Greve contra privatizaçãoCom o objetivo de criar obstáculos para a licitação da Linha 4 do metrô (Amarela), uma parceria público-privada entre o governo do Estado de São Paulo e um consórcio de empresas para a conclusão de obras no valor de R$ 1,3 bilhão, os metroviários cruzaram os braços ?em defesa do patrimônio e contra a privatização?, ?, conforme anunciou, na segunda-feira em entrevista coletiva à imprensa, o presidente do sindicato da categoria, Flávio Godoi.O Sindicato dos Metroviários alega que a qualidade dos serviços do metrô, que têm aprovação de 90% dos passageiros, ficará sob risco com a concessão. Segundo o presidente da entidade, o menor número de funcionários, com remuneração mais baixa e menos benefícios, criará uma subcategoria de metroviários, e comprometerá a operação do sistema.Apesar de o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ter mantido liminar prevendo que, em caso de greve, os metroviários garantissem a manutenção de 100% da frota de cada linha nos horários de pico (entre 6 e 9 horas e entre 16 e 19 horas), e de 80% nos demais horários, isso não ocorreu. Por ter descumprido o acordo, a greve deve ser considerada abusiva em julgamento que deve acontecer ainda esta semana e, neste caso, o Sindicato teria que pagar a multa de R$ 100 mil estabelecida na liminar do TRT.

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