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Metroviários aceitam 8% e suspendem greve

Os metroviários decidiram nesta terça-feira suspendera greve e aceitar a decisão do Tribunal Regional do Trabalho(TRT), que determinou ao Metrô que reajuste em 8% o salário dosfuncionários.O aumento incidirá sobre todos os benefícios adquiridos pelostrabalhadores, como tíquete-refeição, adicional de motorista eauxílio-creche. A decisão é retroativa ao dia 1º deste mês.A categoria, no entanto, se manterá em estado de greve. "Amedida é necessária, caso o Metrô recorra ao Tribunal Superior doTrabalho, em Brasília, com o objetivo de cancelar o reajuste",disse o presidente do sindicato, Flávio Godoy."Se isso ocorrer, os metroviários vão cruzar os braços". OMetrô tem prazo de dez dias para recorrer, caso contrário teráde pagar o aumento imediatamente.Na audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira, a Companhiado Metropolitano aceitou negociar com o sindicato o adicional derisco de vida para funcionários do corpo de segurança e oretorno da jornada de 36 horas de trabalho para bilheteiros eseguranças que foram contratados com jornada de 40 horas. Oacordo deve ser feito dentro de 120 dias.Linha 4A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE)aprovou nesta terça a contratação de empréstimos externos no valor deUS$ 363 milhões para São Paulo, a serem investidos na construçãoda Linha 4, na recuperação de rodovias e em projetos em cortiçosno Estado. O coordenador do projeto do metrô, Rui DuarteCriscuolo, disse que as obras devem ser iniciadas até setembro.A Linha 4 receberá US$ 209 milhões do Banco Mundial (Bird). Oresto da verba sairá do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID): serão US$ 120 milhões para estradas e US$ 34 milhões paracortiços.A nova linha do metrô deverá ter 12,8 quilômetros de extensão,ligando Vila Sônia à Estação da Luz. A previsão é de que, emquatro anos, ela esteja operando com cinco terminais. Atédezembro deve ser feita a licitação da concessão da linha paraa iniciativa privada.CETOs 1.900 agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego(CET) suspenderam a greve por melhores salários que seriarealizada a partir desta quarta. Em assembléia na Câmara, elesdecidiram continuar negociando com a Secretaria dos Transporteso reajuste salarial e do vale-refeição.Mesmo assim, o paulistano deve enfrentar um dia difícil, poisficou definida uma nova medida para a chamada operação-padrão:veículos e equipamentos que não estiverem bons não serãousados.A categoria reivindica reajuste de 15,9% e aumento real de 4%.O valor do tíquete-refeição também seria elevado de R$ 7,50 paraR$ 13,50. A secretaria oferece 6% de reajuste imediato mais 2%em novembro, além de aumentar o tíquete para R$ 10,00.(Colaboraram Marcus Lopes e José Ramos)

Agencia Estado,

28 de maio de 2002 | 22h37

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