Metroviários de SP ameaçam fazer greve amanhã

O Sindicato dos Metroviários ameaça entrar em greve a partir das 0h de amanhã. Mas, a decisão dos 8 mil funcionários de cruzarem ou não os braços ainda depende de uma audiência de conciliação que será realizada hoje, às 14h, entre a categoria e representantes do Metrô, no prédio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Os metroviários protestam contra as demissões de funcionários aposentados, que vêm ocorrendo desde o ano passado. Caso a greve seja decretada não deve durar mais do que 24h, mas será o suficiente para deixar 2,5 milhões de usuários sem transporte. De acordo com o diretor do sindicato e presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Wagner Fajardo, após a audiência os funcionários da companhia irão se reunir em assembléia na sede do sindicato, na zona Leste, para avaliar os resultados do TRT. ?Só vamos aceitar uma proposta que suspenda as demissões ou de elas sejam voluntárias?, disse Fajardo. Para ele, o desligamento dos aposentados é ?arbitrário?. ?No ano passado 240 pessoas foram mandadas embora e esse ano temos uma lista de mais 110 aposentados?, disse o diretor. Fajardo disse ainda que os funcionários demitidos mantinham salários a partir de R$ 500. Os cargos de confiança chegam a R$ 4 mil. Metrô vai continuar as demissões A Companhia do Metrô justifica as demissões como uma atitude legal. A direção informou que está demitindo pessoas com mais de 55 anos que, além terem direito de se aposentar pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) também estão incluídas no programa de aposentadoria complementar mantido pela companhia, o Metrus (Instituto de Seguridade Social do Metrô). A companhia aposta ainda em outra manobra de negociação. Segundo sua assessoria de imprensa, o que será oferecido hoje no TRT é a prorrogação da assistência médica dos demitidos por mais seis meses. A meta da companhia é de demitir no total ? entre 2003 e 2004 ? 350 aposentados com a intenção de diminuir em 10% a folha de pagamento. Até agora houve redução de 7%. Panfletagem nas catracas No dia 15, os metroviários fizeram uma panfletagem nas catracas da estação Sé. Mais de 100 funcionários da companhia entregaram cartas à população explicando os motivos da possível paralisação. A última greve aconteceu no dia 26 de maio do ano passado. Os metroviários reivindicavam o pagamento do reajuste de 18,13%, que acabou sendo concedido. Quatro dias depois, após determinação do TRT, o Metrô teve de pagar os 18,13%, 100% das horas extras e adicional de risco de vida correspondente a 10% para supervisor e agentes de segurança, além dos funcionários das bilheterias.

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