Metroviários decidem nesta segunda se entram em greve

Os funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) realizam na tarde desta segunda-feira uma assembléia para decidir se vão cruzar os braços a partir de terça. Eles prometem só abrir mão da paralisação se a empresa aceitar negociar o pagamento de participação nos resultados.Os metroviários pedem que o Metrô pague, como participação de resultados referente ao período de agosto de 2003 a julho de 2004, o valor correspondente a uma folha de pagamento da empresa (R$ 19 milhões), dividido de forma igual entre seus 7,5 mil funcionários. Cada um receberia cerca de R$ 2,5 mil. Mas a companhia ainda não apresentou uma proposta. "Por lei, a participação só pode ser paga se a empresa atingir metas previamente fixadas. Mas elas não foram determinadas em 2003. Assim, propomos estabelecer as metas agora e pagar a participação no ano que vem", diz o gerente de Recursos Humanos do Metrô, Fábio José do Nascimento. Na semana passada, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) decidiu que os funcionários e a companhia têm 60 dias para negociar. O Metrô informou que está disposto a conversar e diz esperar "bom senso" por parte dos metroviários. Uma eventual paralisação prejudicaria mais de 2,5 milhões de pessoas - o número de usuários que passam pelas estações todos os dias.

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