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Metroviários obtêm reajuste e adiam greve

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou nesta segunda-feira que a Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo conceda reajuste de 7% aos trabalhadores, 4% de produtividade e 90 dias de estabilidade. Por conta da decisão, os metroviários decidiram, em assembléia, na noite desta segunda, adiar a greve que pretendiam iniciar nesta terça-feira.Os metroviários reivindicavam reajuste de 7,74%, 4,14% de produtivade e 7,86% de reposição da inflação referente ao período de maio de 1999 a abril de 2000.O Metrô ofereceu 5,5% de reajuste, além de modificar algumas cláusulas do acordo coletivo. O Metrô pretende recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST)."Não questionamos propriamente o índice de reajuste, mas queremos readequar os adicionais noturnos e as horas extras", afirmou o diretor administrativo do Metrô, Fernando Carrazedo.O acordo coletivo, firmado há 23 anos, está vencido desde abril, segundo ele. "O acordo prevê que os funcionários recebam 50% de adicional noturno e 100% pelas horas extras, enquanto a lei fala de 20% e 50%, respectivamente", afirmou Carrazedo.Ele também questiona a reivindicação de participação nos lucros feita pelos metroviários. "Nosso desafio tem sido manter a empresa em equilíbrio financeiro, é difícil falar em reajustes de produtividade.""Estamos em estado de greve, nosso recuo é tático. Se o Metrô realmente decidir recorrer da decisão, entraremos em greve", afirmou o presidente do Sindicato dos Metroviários, Onofre Gonçalves de Jesus.Em sinal de protesto, a categoria já trabalha sem uniforme há mais de 20 dias. Na semana passada, os trabalhadores fizeram uma manifestação em frente à sede da Assembléia Legislativa, no Ibirapuera.

Agencia Estado,

04 de junho de 2001 | 20h57

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