AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Metroviários protestam e ameaçam parar na 3ªF

Cerca de 300 metroviários fizeram, nesta terça-feira, manifestação na frente do prédio da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, em protesto contra o governo do Estado, que insiste em não apresentar uma "proposta decente" de reajuste salarial.O secretário Jurandir Fernandes, segundo sua assessoria, se encontrava em Brasília e, por isso, não poderia atender os representantes dos trabalhadores. O deputado estadual Jamil Murad (PC do B) conseguiu, no entanto, marcar audiência com o secretário para a próxima quinta-feira.A proposta de 6,43% de reajuste apresentada pelo Metrô, desde que os trabalhadores abrissem mão de alguns benefícios conquistados ao longo dos anos, equivale a zero por cento de aumento", reclamou o secretário de imprensa do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo.Mais uma rodada de negociação entre representantes da empresa e dos metroviários será feita nesta quarta-feira pela manhã. "Caso a categoria não receba uma proposta digna, os trabalhadores vão decretar greve na assembléia de amanhã (quinta) à noite, paralisando suas atividades a partir de terça-feira", garantiu Fajardo. Antes, no período da manhã, os sindicalistas terão uma reunião com o secretário.Os metroviários também vão cobrar do secretário o pagamento do passivo trabalhista da empresa. "Embora os trabalhadores tenham ganho as ações trabalhistas coletivas em todas as instâncias da Justiça, o Metrô vem protelando o pagamento dessa dívida que, em alguns casos, já dura 14 anos", afirmou Fajardo.Outra reivindicação da categoria é o pagamento de adicional de risco para as equipes de segurança, que são vítimas de violência. "Só no fim de semana, vários funcionários ficaram feridos em assaltos e em tumultos provocados pelas torcidas", afirmou o sindicalista.O valor do tíquete-refeição da categoria está congelado há quatro anos. Por isso, os metroviários querem que haja reajuste de 25,17% sobre o valor dos tíquetes, que é atualmente de R$ 10,20. Para esclarecer os passageiros a respeito das reivindicações e sobre a possível paralisação dos serviços do Metrô, os trabalhadores vão fazer mais um "café com os usuários", nas estações Itaquera, Jabaquara e Consolação. "Temos obrigação de dar esses esclarecimentos para que a população entenda a nossa posição", disse Fajardo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.