MG quer transferir receita para criar Defesa Civil nas cidades

Estado acredita que número de vítimas das chuvas poderiam ser menor caso os órgãos municipais fossem efetivos

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2009 | 15h45

O governo mineiro pretende vincular a transferência de receitas voluntárias do Estado ao início, pelas prefeituras, de um processo de implantação de suas coordenadorias municipais de Defesa Civil. A avaliação da administração estadual é que a o número de vítimas em decorrência das chuvas que atingem o Estado poderia ser menor caso os municípios tivessem efetivados seus órgãos de Defesa Civil. Em Minas, 603 municípios já criaram defesas civis, mas em apenas cerca de 150 os órgãos funcionam de fato. Veja também:Minas Gerais tem 57 municípios em situação de emergênciaPrédio corre risco de desabar em BH devido às chuvasTodas as notícias sobre vítimas das chuvas  "Estaremos dando prioridade à transferência de recursos para os municípios mineiros que tiverem estabelecidas, treinadas e em operação as suas Condecs, as suas coordenadorias de defesa civil. Nós percebemos com muita clareza nessas chuvas que quanto mais organizada estava a coordenadoria municipal de Defesa Civil, mais antecipadamente foi feito o alerta e menos problemas ocorreram", afirmou nesta terça-feira, 6, o governador Aécio Neves, que classificou a decisão como uma medida "pedagógica".  "Estamos passando uma determinação aos prefeitos municipais e aqueles que não instalarem as suas coordenadorias - inclusive com treinamento feito pelo governo do Estado, sem qualquer custo para as prefeituras - terão dificuldades de receber outros repasses do governo do Estado", reiterou Aécio. "É a forma que eu considero adequada, do ponto de vista pedagógico, de instar os novos prefeitos e mesmo os reeleitos a rapidamente, num prazo máximo de seis meses, terem as suas coordenadorias funcionando. Portanto, haverá uma vinculação de transferência de receitas voluntárias do Estado para as prefeituras". O governador se reuniu com o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB). Após o encontro, os dois fizeram uma visita à Avenida Tereza Cristina, na região oeste da capital. A avenida segue o curso do Rio Arrudas, que transbordou na noite do réveillon durante um temporal que atingiu a capital e região metropolitana. Pelo menos quatro pessoas morreram arrastadas pela correnteza.  Aécio disse que a Companhia de Saneamento do Estado (Copasa) irá assumir as obras de concretagem do leito do Arrudas num trecho de 2,3 km.

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