Mídia é acusada de disseminar "insegurança subjetiva"

O debate promovido nesta sexta-feira pela governadora Rosinha Matheus e seu marido, o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, após a exibição do documentário norte-americano ?Tiros em Columbine? se concentrou em ataques à mídia. O tema principal do filme, que discute o culto dos EUA às armas, ficou em segundo plano. Representantes do governo e a platéia que lotou o cine Paissandu apoiaram as críticas à imprensa, acusada de disseminar uma ?insegurança subjetiva?.Segundo Garotinho, para garantir a segurança pública ?é preciso não disseminar a cultura do medo, não ficar passivo diante das desigualdades sociais e nem acreditar em tudo o que vê e lê?. Para ele, se nos Estados Unidos os crimes são geralmente atribuídos aos negros, no Brasil, os pobres são os culpados e isso é feito pela mídia. ?Aqui tudo é culpa dos pobres. A mídia, constantemente, trata os pobres como traficantes e os ricos, como viciados?, acusou Garotinho, sendo aplaudido pela platéia, de onde se pôde ouvir frases como ?vamos esquartejar a mídia?.Para o ex-secretário de Segurança Pública, deputado federal Josias Quintal (PSB), não adianta o governo federal buscar o controle do uso e o comércio de armas se a mídia permanecer alimentando a cultura da violência. ?É uma cultura que vem pelos filmes e pelas matérias sensacionalistas publicadas nos jornais diariamente, muitas vezes misturando verdades com mentiras?. Ao ser indagado sobre a doação de R$ 40 mil da Companhia Brasileira de Cartuchos para sua campanha eleitoral, disse que o foco do debate estava sendo desviado. ?Estamos em uma discussão muito mais ampla. Veja como a mídia é sensacionalista", disse.

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