Milhares de peixes mortos na Lagoa Rodrigo de Freitas

Milhares de peixes amanheceram mortos hoje na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. Peixes demais e proliferação de algas foram as explicações do secretário Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, André Corrêa, para o fenômeno. Segundo ele, a alta temperatura da água proporcionou a proliferação das plantas, que passaram a "roubar" o oxigênio das outras espécies. O secretário explicou que a temperatura média da água foi de 30º C, quando a normal seria 23ºC. Corrêa defendeu a qualidade da água no local."Nunca a qualidade ambiental da Lagoa esteve tão boa", disse ele. Em 2001, o governo estadual construiu uma "galeria de cintura" para impedir o despejo de esgoto na água, mas continuou a haver lançamentos, denunciados pelos jornais. "No mês passado, a Colônia de Pescadores V-13 pescou 30 toneladas de peixes, média quatro vezes maior do que a dos meses anteriores", disse Corrêa. "Há dois dias estávamos em estado de alerta, prevendo esse novo acidente. Tanto que de ontem para hoje (de sexta-feira para sábado) já tínhamos retirado 10 toneladas de peixes". A limpeza da lagoa já começou, mas Corrêa não soube precisar quando terminará e também não pôde determinar a quantidade de peixes mortos. O secretário não descartou a possibilidade de a mortandade provocar odor forte nos arredores do local.

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