Militares isolam PMs grevistas na Assembleia da Bahia

Houve princípio de tumulto e disparo de balas de borracha; um homem se feriu

Tiago Décimo, Agência Estado

06 Fevereiro 2012 | 09h59

Um cordão com cerca de 800 militares do Exército, apoiados por um grupo do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF) e por veículos blindados, isolou, no início da manhã desta segunda-feira, 6, o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador. Houve princípio de tumulto e disparo de balas de borracha.

No local, estão cerca de 300 policiais militares que participam da paralisação da categoria, iniciada na noite de terça-feira, além de muitas mulheres e filhos.

Familiares de PMs foram impedidos de furar o bloqueio e militares chegaram a disparar balas de borracha contra o chão para dispersar as pessaos, que tentavam levar alimentos aos policiais grevistas. Um homem foi atingido no pé por um tiro.

A ação é realizada como forma de pressão para que os PMs amotinados desocupem o prédio público pacificamente e para que os 11 dirigentes da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) contra os quais foram expedidos mandados de prisão, se entreguem.

A pressão teve início na noite de ontem, com os cortes no fornecimento de energia elétrica e de água para o prédio.

Os policiais grevistas, armados, foram divididos em equipes para vigiar a movimentação nos arredores e ficaram de prontidão durante toda a madrugada para uma eventual invasão do Exército no local.

A imprensa foi retirada do local e houve bloqueio nos acessos da área – o que justificou, inicialmente, a chegada das tropas do Exército ao local.

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