Militares já teriam feito acordo com criminosos

Em março de 2006, o Exército Brasileiro foi acusado de negociar com traficantes de drogas a entrega de dez fuzis e uma pistola que haviam sido roubados por bandidos de seu Estabelecimento Central de Transportes (ECT), no Rio de Janeiro. Os militares negaram a acusação e afirmaram que encontraram as armas roubadas numa trilha próxima à favela da Rocinha. Pelas acusações, os militares teriam feito um acordo com criminosos da facção Comando Vermelho após 11 dias de ocupação de 11 favelas do Rio, à procura do armamento. O acordo teria sido firmado após o Exército se comprometer a acabar com as operações e a conseguir a transferência de um líder do CV preso numa unidade do complexo penitenciário de Bangu para outra. Os fuzis e a pistola foram recuperados 11 dias depois do roubo ao quartel, que fica na zona norte da cidade, efetuado por um grupo de homens vestidos com roupas camufladas, como do Exército, e com toucas ninja. Durante a ocupação, traficantes reagiram e houve trocas de tiros. Um morador da Providência, de 16 anos, morreu. No mesmo morro, quatro pessoas foram feridas à bala. Na ocasião, três militares que teriam participado do crime foram presos. Ontem, a Assessoria de Imprensa do Comando Militar do Leste não deu informações sobre o desfecho da investigação, porque estava focada no caso da morte dos três jovens moradores do Morro da Providência.

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