Douglas Magno/AFP
Douglas Magno/AFP

Militares não estão na linha de frente porque governo de MG não solicitou, diz ministro

Trabalhos de buscas estão sendo feitos pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2019 | 11h22

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, justificou a ausência dos militares das Forças Armadas na linha de frente dos trabalhos de busca às vítimas em Brumadinho à ausência de uma solicitação do governo de Minas Gerais.

"Colocamos todo o nosso contingente de Belo Horizonte e de Juiz de Fora à disposição desde sexta-feira, mas o governo de Minas tem justificado que a área é restrita, sensível e que há pouco espaço para manobra", declarou ao Estado o ministro, ao ser questionado sobre o porquê de os soldados da Marinha, do Exército e da Aeronáutica não estarem participando da linha de frente dos trabalhos em Brumadinho.

O general, que sobrevoou e visitou a área atingida na manhã de sábado, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, lembrou que o pessoal do Comando Militar do Leste já realizou este mesmo tipo de trabalho no acidente anterior, quando estourou a Barragem em Mariana, há três anos. O ministro reiterou que a sua equipe "está de prontidão, pronta para ser empregada a qualquer momento que for solicitada".

Segundo o general, na área, já estão em operação três helicópteros, um de cada Força, para auxiliando nos trabalhos. Além disso, a Aeronáutica instalou uma torre de controle do espaço aéreo na região para ajudar no tráfego de aeronaves. Caso haja necessidade, comentou, a Defesa dispõe de mais meios aéreos e todos os demais necessários para serem empregados nos auxílios às vítimas e ao estado de Minas. 

 

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