Militares podem ficar apenas em rua da obra, decide Justiça

Tribunal Regional Federal negou pedido da União para que as tropas permanecessem na Providência

Bruno Tavares, enviado especial, O Estado de S. Paulo

20 de junho de 2008 | 17h31

O desembargador federal Joaquim Antônio Castro Aguiar, presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES), negou parcialmente o pedido do procurador regional da União, Daniel Levy de Alvarenga, para que as tropas do Exército permanecessem no Morro da Providência. No despacho, divulgado no final da tarde desta sexta-feira, 20, o desembargador determinou que os militares se mantenham apenas na rua onde ocorrem as obras do Projeto Cimento Social. Veja também: Familiares de vítimas participam de missa de 7º diaComissão fará investigação paralela sobre mortes''Estamos lá querendo ajudar a comunidade'' Polícia ainda investiga quem são os assassinos Moradores não comentam se querem ou não saída do ExércitoOpine: o Exército pode cuidar da segurança pública?  Alvarenga entrou na quinta-feira, 19, com recurso no TRF na tentativa de anular a decisão da juíza da 18ª Vara Federal, Regina Coeli Medeiros de Carvalho Peixoto, de retirar imediatamente as tropas do Exército do morro. Na decisão da juíza, os militares deveriam ser substituídos por policiais da Força Nacional de Segurança. Desde o início do projeto, os militares atuam em todo o morro. Em entrevista no Comando Militar do Leste na segunda-feira, o chefe da seção de Comunicação Social do Exército, coronel Carlos Barcellos, disse que os militares ficavam posicionados em pontos estratégicos necessários para "dar segurança à equipe de engenheiros militares que atuam no projeto Cimento Social e aos equipamentos e canteiros de obras.

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