Militares têm 45 dias investigar motim de controladores

A Promotoria da Justiça Militar, responsável pelo IPM (Inquérito Policial Militar) que investigou a paralisação promovida por controladores aéreos no dia 30 de março, informou nesta segunda-feira que tem até 45 dias para decidir se pede ou não ao Judiciário a abertura de processo contra os cinco militares que supostamente teriam comandado o movimento. Na ocasião, a "greve" dos controladores em Brasília paralisou todo o espaço aéreo brasileiro. Concluído na semana passada, o inquérito militar tem 18 volumes e 16 fitas de vídeo. Após a análise do material, os promotores terão de concluir se ocorreram de fato motim e/ou outros crimes. Eles podem pedir mais investigações, se precisarem elucidar alguns fatos. No caso de ter ocorrido, por exemplo, crime de motim, a pena máxima é de oito anos. Durante entrevista concedida ontem, o promotor Jaime de Cássio Miranda disse que o crime de motim é considerado extremamente grave porque abala os princípios da hierarquia e da disciplina. O eventual líder do movimento poderá ter a pena aumentada em um terço. Os controladores também poderão ser excluídos das Forças Armadas.

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