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Minas cria grupo especial para reprimir crime organizado

O governo de Minas Gerais anunciou hoje a criação de um Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado para investigar e prevenir crimes contra policiais e autoridades do Estado. A medida faz parte do "Plano Emergencial de Segurança Pública", divulgado pelo governador Aécio Neves (PSDB), que defendeu um projeto de inteligência e a troca de informações entre as forças policiais dos estados que fazem fronteira com Minas. "Nós estamos, na verdade, dando eco à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita ontem, de que estamos em guerra contra o crime organizado", afirmou o governador.Aécio disse que irá se encontrar amanhã, em Vitória, com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, a quem levará sua solidariedade pelo assassinato do juiz da Vara de Execuções Penais, Alexandre Martins de Castro Filho. "Os Estados limítrofes devem se articular entre si", disse Aécio. O grupo criado contará com a participação de membros das polícias Civil e Militar, do Poder Judiciário e Ministério Público Estadual (MPE). A idéia é integrar as ações de repressão ao crime organizado e desarticular organizações que atuam no tráfico de drogas e roubo de cargas, além de reduzir a incidência de crimes contra policiais. Uma das ações primordiais é a implementação de medidas preventivas de proteção às autoridades.O promotor Rodrigo Albuquerque, que integra o Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado do MPE, disse que, em Minas, seis juízes vivem atualmente sob proteção policial. "Esses são casos gravíssimos, mas certamente existem outros. Há um desafio a todo poder institucionalizado", afirmou.O Plano Emergencial anunciado hoje foi dividido em 16 ações, que deverão ser implementadas ainda em 2003. Para atenuar o problema da superlotação prisional e profissionalizar a gestão penitenciária, o plano prevê a conclusão da construção de três novas unidades prisionais no interior do Estado, a transferência de presos de delegacias para presídios e a criação de uma guarda penitenciária. Cerca de 500 policiais militares e 450 civis aposentados serão convocados para exercer atividades administrativas e policiamento escolar. A intenção é viabilizar um processo de integração entre as duas corporações.De acordo com o plano, até o final do ano deverá ser implantado um sistema de vigilância eletrônica na área central da capital mineira e 21 unidades de controle de homicídios em áreas de risco da região metropolitana e municípios do interior do Estado. A meta é reduzir em 20% a incidência de assassinatos cometidos por jovens nestas comunidades e reduzir a incidência de crimes contra o patrimônio de Belo Horizonte. O objetivo é que essas primeiras ações, em caráter emergencial, possam ir para as ruas em curtíssimo prazo, disse Aécio. De acordo com o governador, o Plano Emergencial prevê investimentos de R$ 45 milhões, sendo R$ 35 milhões provenientes do Fundo Penitenciário e do Fundo Nacional de Segurança Pública. O restante ficará a cargo do Tesouro Estadual.

Agencia Estado,

25 de março de 2003 | 17h38

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