Minas Gerais investiga causas de 11 casos de microcefalia

Secretaria de Saúde quer saber se ocorrências têm relação com zika; capital mineira teve 3 bebês com má-formação

Flórence Couto, Especial para o Estado

03 de dezembro de 2015 | 22h53

BELO HORIZONTE - A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) informou nessa quinta-feira, 3, que está investigando as causas de 11 casos de microcefalia. A intenção é verificar se, nestes casos, a doença tem relação com o zika vírus. Os registros foram feitos a partir do dia 11 de novembro, quando a notificação da malformação do cérebro dos bebês passou a ser obrigatória.

De acordo com a SES, os casos foram registrados em Belo Horizonte (3) e Contagem (2), na Região Metropolitana de BH; em Montes Claros (2), no Norte de Minas; em Uberlândia (1), no Triângulo Mineiro; em Congonhas (1) e Curvelo (1), Região Central; e em Ponte Nova (1), na Zona da Mata. 

“Cabe destacar que esta investigação é um processo que envolve diagnóstico não somente do zika, mas de outros agentes que possam ser responsáveis por essa má-formação como, por exemplo, uma toxoplasmose, rubéola, a sífilis. Então a gente precisa fazer um diagnóstico laboratorial, com um painel ampliado”, explicou Rodrigo Said, superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador da SES. Os exames serão analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e a expectativa é de que os resultados sejam apresentados em até sete dias. 

Condições. Said destacou que ainda não há confirmação de que o zika vírus esteja circulando no Estado. Mas não descartou que isso aconteça em breve. “As condições são muito favoráveis. Nós estamos em um momento de aumento de densidade do vetor (Aedes aegypti), de período de chuvas e de muito calor. Temos a oferta de criadores em Minas Gerais. Mais de 80% dos criadores são intradomiciliares. Temos uma grande quantidade de pessoas sem proteção nenhuma e há a circulação muito intensa com áreas onde já foram identificadas as presenças do vírus”, afirmou o superintendente.

Em Minas, a Secretaria também destacou os municípios de Belo Horizonte; Juiz de Fora, na Zona da Mata;  Pouso Alegre, no Sul de Minas; Montes Claros, no Norte; Uberaba, no Triângulo Mineiro; e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, para serem os polos de notificações e análises primárias. Algumas unidades nestes municípios vão coletar amostras de sangue de pacientes que apresentarem manchas vermelhas na pele, febre baixa, dor articular ou muscular e conjuntivite. Além disso, vão identificar os problemas neurológicos dos bebês e analisar se há associação deste quadro com zika vírus, dengue ou chikungunya. Seis unidades vão ser preparadas para internar esses bebês. 

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