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Minas Gerais registra 11 mortes durante período chuvoso

Defesa Civil confirmou o número após temporal no fim de semana; duas pessoas morreram na capital entre outubro de 2017 e fevereiro deste ano

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2018 | 06h29

SÃO PAULO - A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou nesta segunda-feira, 26, 11 mortes durante o período chuvoso no Estado, que compreende outubro de 2017 e fevereiro deste ano.

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Na capital Belo Horizonte, foram registradas duas mortes, a última delas no bairro Coqueiros, na região noroeste da cidade. Hélio de Oliveira Lopes, de 73 anos, morreu quando o muro da casa dele desabou no último fim de semana. Duas adolescentes ficaram feridas e foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros.

A forte chuva ainda provocou alagamentos, derrubou árvores e a correnteza arrastou carros na capital e cidades da Região Metropolitana. Os pontos mais críticos foram nas Avenidas Cristiano Machado e Bernardo Vasconcelos.

No último dia 2 de outubro, a Defesa registrou a morte do taxista Fábio Teixeira Magestes, de 37 anos, que morreu depois que uma árvore caiu sobre o carro em que ele estava na capital mineira.

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Entre 6 de outubro e 22 de fevereiro, 42 municípios decretaram situação de emergência, coforme o órgão estadual, devido a chuvas intensas, erosão, inundações, enxurradas, alagamentos, vendaval e granizo.

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Outras mortes em Minas Gerais

Na zona rural de Uberaba, 14 pessoas que trabalhavam em uma plantação de cenouras foram atingidas por uma descarga atmosférica, em outubro. Laurinete Ribeiro da Silva, de 41 anos, e José Everaldo Da Silva, de 36, morreram no local.

Em Perdizes, um menino de 6 anos foi arrastado pela enxurrada e caiu em um bueiro. Segundo testemunhas, ele brincava com outra criança às margens da rodovia MG-462, perto de uma vala por onde corria a água da chuva, quando foi levado pela correnteza. Ele foi encontrado já sem vida a 300 metros do local onde caiu. O corpo foi encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de Perdizes e removido ao IML de Araxá para exame de necropsia.

Já em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, uma idosa morreu por afogamento ao ter a casa inundada. A mulher, de aproximadamente 80 anos e conhecida apenas por Joanita, tinha problemas de saúde e não conseguiu sair do imóvel. Ela foi encontrada também já sem vida dentro da casa pela equipe do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em Urucânia, na zona rural, Maria Fernanda Juventina Iris Rozemo, de 13 anos, morreu por asfixia ao ter a casa completamente arrastada pela correnteza. Ela havia desaparecido e foi encontrada pelos bombeiros. A avó dela, Eva de Jesus Juventina, de 67 anos, foi encontrada sem vida a 30 quilômetros do local, no município de Rio Casca.

Em São Gotardo, Lenilson da Silva Macedo, de 21 anos, foi atingido por um raio enquanto dormia dentro de casa. O caso foi registrado pela Defesa Civil em 4 de dezembro.

Na cidade de Matipó, João Batista Soares, de 60 anos, estava na parte dos fundos de casa quando foi atingido por um deslizamento de terra. Ele chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu.

No último dia 10, em Resende Costa, Maria Lúcia Chaves, de 62 anos, teve o carro atingido pela correnteza quando tentava atravessar um córrego. Ela conseguiu sair do veículo, mas foi arrastada pela correnteza e encontrada sem vida a 1,5 quilômetro do local.

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