Mineiros criticam 'arrogância' de Graziano

Fortalecido pela vitória na eleição estadual e pela liderança do senador eleito, Aécio Neves, o PSDB mineiro aposta no fim da hegemonia paulista no partido. Ontem, o presidente do PSDB no Estado, Narcio Rodrigues, divulgou nota para rebater os comentários de Xico Graziano, coordenador do programa de governo de José Serra, no Twitter. "Perdemos feio em Minas Gerais. Por que será?!", escreveu Graziano. Também irônico, Rodrigues respondeu: "Por vários motivos. Entre eles, talvez, o fato de muitos mineiros não terem esquecido a arrogância de posturas como a dele (Graziano) que, felizmente, são manifestações isoladas no conjunto das forças do nosso partido."

Eduardo Kattah, Marcelo Portela / BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2010 | 00h00

Em Minas, a candidata petista Dilma Rousseff obteve 58,45% dos votos válidos, ante 41,45% do presidenciável tucano. Uma diferença de quase 1,8 milhão de votos, um pouco acima da registrada no primeiro turno. "Se 100% dos eleitores mineiros tivessem votado em Serra ainda assim teríamos perdido as eleições por milhões de votos", argumentou Rodrigues.

Mesmo antes do resultado das urnas, líderes do partido em Minas já vinham se adiantando a eventuais cobranças pela votação do presidenciável no Estado. Para o governador reeleito, Antonio Anastasia (PSDB), a derrota de Serra em Minas deve ser atribuída à tendência do eleitorado nacional pela continuidade.

"Não acho que houve lavada. Na realidade, manteve-se o mesmo porcentual do primeiro turno, o empenho foi visto", disse Anastasia. "Como se antevia, nós tivemos uma decisão dos brasileiros e dos mineiros também pela continuidade. Isso já era discutido há mais tempo."

Aliado de Aécio, o secretário-geral do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro (MG), pregou a união do partido. "Não se faz projeto presidencial pensando na hegemonia de quem quer que seja", disse, garantindo que não há "cisão" entre Minas e São Paulo. "O PSDB tem de ter, por exemplo, presença maior no Nordeste e articulação melhor com outros partidos da oposição."

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