Mineradora de MG assumirá despesa imediata com lama

Após reunião com promotores e procuradores de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, representantes da Mineradora Rio Pomba Cataguases assinaram nesta sexta-feira, 12, um "termo de compromisso" preliminar para arcar com despesas imediatas de socorro às cinco cidades atingidas pelo rompimento, na madrugada da quarta-feira, de uma barragem de contenção de rejeitos da empresa.Pelo menos dois bilhões de litros de lama foram despejados em rios da região, atingindo os municípios de Miraí, Muriaé e Patrocínio do Muriaé (MG), Laje do Muriaé e Itaperuna (RJ). Os prejuízos serão calculados pela Defesa Civil e as prefeituras.Enquanto o diretor industrial da mineradora, Carlos Gilberto Ferlini, afirmava que a empresa também é uma "vítima das chuvas" e que o rompimento da barragem foi uma "fatalidade", o secretário de Meio Ambiente de Minas, José Carlos Carvalho, reafirmou que as atividades da Rio Pomba foram interditadas definitivamente. O secretário foi categórico ao apontar que "a responsabilidade objetiva de tudo o que aconteceu" é da mineradora.As autoridades políticas mineiras sugerem uma ação penal contra a empresa, mas os representantes do Ministério Público têm sido cautelosos. De acordo com a promotora Shirley Fenzi Bertão, a mineradora deverá responder na área cível e indenizar os prejuízos causados. A responsabilidade criminal, no entanto, segundo ela, "é subjetiva" e dependerá do levantamento das causas do rompimento.O diretor industrial da Rio Pomba disse que a interdição permanente representa o "fim da empresa" e a perda de 220 empregos diretos na região. A mineradora deu início a um novo empreendimento de exploração de bauxita em Miraí, mas o governo estadual já adiantou que não irá conceder licença de operação.

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