Ministério amplia quantia de hemoderivados a hemofílicos

O Ministério da Saúde ampliará, apartir de 2005, de 30 mil unidades internacionais (UI) para 45 mil por ano a quantidade de fatores de coagulação (hemoderivados) fornecida a pacientes com hemofilia, doença deVon Willebrand e demais coagulopatias hereditárias. De acordocom informações da assessoria de imprensa do ministério, oaumento na quantidade de hemoderivado fornecida aos pacientes éuma das medidas do Programa de Atenção Integral aos PacientesPortadores de Coagulopatias Hereditárias. Na avaliação do ministério, com o programa, cerca de 1,5mil crianças de até cinco anos portadoras de coagulopatiashereditárias passarão a contar com tratamento preventivo dahemorragia. Isso implica que esses pacientes receberãorotineiramente doses de fatores de coagulação, independentementede terem ou não sangramento. O programa também criará protocolospara ampliar o tratamento domiciliar de urgência. Ao se prevenire evitar a hemorragia, seqüelas e deformações nas articulaçõesdos pacientes são reduzidas. Atualmente, existem cerca de 9 mil portadores decoagulopatias hereditárias no Brasil. O tratamento dessespacientes exige um investimento de R$ 250 milhões por ano. Com amudança na forma de compra de hemoderivados em março de 2003(passando da modalidade de licitação para pregão presencial), ogoverno reduziu de US$ 0,42 para US$ 0,16 o preço médio daunidade de fator de coagulação. A redução no preço médio dosfatores de coagulação permitiu uma economia de cerca de R$ 60milhões por ano, redução que propiciará aumento em 50% da comprade hemoderivados, possibilitando a implantação deste novoprograma para portadores de coagulopatias hereditárias a partirde janeiro de 2005.

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