Ministério da Justiça aciona Interpol no caso Olivetto

A Polícia Criminalista Internacional (Interpol) foi acionada nesta segunda-feira pelo Ministério da Justiça para investigar o chileno Maurício Hernandez Norambuena, acusado de ser o líder do seqüestro do publicitário Washington Olivetto.Autoridades do governo informaram que os envolvidos no crime não obtiveram visto diplomático para entrar no Brasil, supondo que eles utilizaram a fronteira do Sul do País para chegar a São Paulo."Eles tinham só o passaporte, mas estavam sem o visto. Por isso supomos que entraram por um dos países integrantes do Mercosul, onde não há a obrigatoriedade do visto", afirmou uma fonte do Ministério da Justiça. "Não houve registro da entrada do pessoal", acrescentou a fonte. O diretor-geral da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho, disse que a Delegacia Marítima, Aérea e de Fronteiras da PF está levantando a procedência do grupo.O levantamento sobre o passado dos seis seqüestradores presos em São Paulo começou a ser feito hoje pela Divisão da Interpol no Brasil, com ajuda da PF. As principais dúvidas a serem esclarecidas são: o tempo que os acusados chegaram ao Brasil, por onde passaram e se há mais integrantes no País. "Uma das principais linhas para investigar são as atividades do grupo no exterior", afirmou a fonte do governo.A linha de investigação da PF será separada da Polícia Civil de São Paulo, mas as duas instituições estão tratando o caso como crime comum e não com conotação política. Caso haja comprovação de que o grupo atuaria utilizando métodos de guerrilha, a PF abrirá inquérito, apesar de não haver nenhuma lei específica que trate sobre o assunto."O que existem são leis que associam a atuação deste tipo de grupo a outros crimes, mas nada específico", explicou o diretor do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto.

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