DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO

MJ lança campanha por tolerância com refugiados e imigrantes

Estão reconhecidos como refugiados no Brasil 8.530 estrangeiros; entre as maiores comunidades está a de nacionalidade síria

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

13 Outubro 2015 | 16h56

BRASÍLIA - O Ministério da Justiça lançou nesta terça-feira, 13, campanha nas redes sociais com objetivo de enfrentamento à xenofobia e intolerância ocorrida contra refugiados e imigrantes no Brasil. A ação, que será divulgada pelas redes sociais, tem como slogan "Brasil. A imigração está no nosso sangue".

"As manifestações de xenofobismo são pontuais, mas acreditamos que se dão por falta de informação", ressaltou o presidente do Conselho Nacional para Refugiados e Secretário Nacional de Justiça, Beto Vasconcelos. "A campanha tem por intuito esclarecer a nossa identidade cultural, migratória. O Brasil foi forjado por fluxos migratórios e essa é a nossa natureza", ressaltou o secretário. 

Atualmente, estão reconhecidos como refugiados no Brasil 8.530 estrangeiros. Entre as maiores comunidades está a de nacionalidade síria com 2.097, seguido pelos angolanos (1.480); colombianos (1.093) e congoleses (850).

Essa será a segunda vez, neste semestre, que o governo federal realiza campanha de esclarecimento sobre a situação dos refugiados e imigrantes no País. A primeira etapa ocorreu entre os dias 18 de agosto a 22 de setembro e teve o seguinte mote: "Para os refugiados, o Brasil é uma oportunidade de viver". 

Além da campanha, Beto Vasconcelos informou que a presidente Dilma Rousseff encaminhou na última sexta-feira, 9, uma Medida Provisória ao Congresso que concede crédito extraordinário de R$ 15 milhões para o fortalecimento da política de assistência a refugiados e imigrantes. 

De acordo com ele, atualmente, a Secretaria Nacional de Justiça conta com um orçamento de R$ 8 milhões para executar todas as ações que estão sob a guarda da SNJ. Nas próximas semanas, integrantes do MJ deverão se reunir com representantes estaduais e municipais, que recebem o maior fluxo de refugiados e imigrantes, para definir as prioridades para a distribuição do recurso.

Parte do orçamento deverá ser aplicado na ampliação da rede pública que tem atuado na integração dos refugiados e imigrantes por meio de cursos da língua portuguesa e ingresso laboral.  

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