Polícia Federal/Divulgação
Polícia Federal/Divulgação

Ministério vai avaliar envolvimento do PCC com presos na Cavalo Doido

Segundo Alexandre de Moraes, operação deflagrada nesta sexta-feira tem objetivo de evitar infiltração criminosa brasileira no Paraguai e vice-versa

Daniel Weterman e Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2016 | 13h54

SÃO PAULO - O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta-feira, 4, que vai ser avaliado eventual envolvimento de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), no esquema de tráfico de drogas alvo da Operação Cavalo Doido, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

"Vamos avaliar agora com as prisões (se tem envolvimento do PCC). Tem envolvimento do crime organizado, que o do Brasil tem muitos contatos com a criminalidade do Paraguai", disse Moraes, após participar de um evento em comemoração aos 30 anos da Procuradoria-Geral do Município de São Paulo e de uma reunião fechada com o prefeito Fernando Haddad (PT).

Um dos objetivos de operações como a desta sexta-feira, reforçou o ministro, é evitar uma infiltração criminosa brasileira no Paraguai e vice-versa.

"Vamos intensificar isso, tomar conta não é fazer um cordão de isolamento com policiais dando as mãos, são operações como essa e aumento de efetivo das fronteiras", disse.

O ministro destacou que a operação é um desdobramento do trabalho que começou quando assumiu o ministério, em maio, e que vai resultar no lançamento de um plano nacional de segurança pública, até o fim de novembro.

"Vamos fazer o acompanhamento e trocar informações para intensificar operações." Ele frisou que o trabalho é conjunto entre Brasil e Paraguai e que essa cooperação vai ser intensificada.

Moraes disse ainda que uma reunião no dia 16 será realizada entre ministros do Brasil, do Paraguai, da Argentina, do Uruguai, do Chile e da Bolívia para tratar de acordos de cooperação a serem assinados.

"Vamos nos reunir para que possamos tratar de questões comuns, assinar novos tratados, mecanismos de operação para facilitar o combate ao narcotráfico, tráfico de armas, tráfico de pessoas e contrabando", falou.

Do Brasil, devem participar ele, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, e o da Defesa, Raul Jungmann. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.