Ministério da Saúde comenta casos de dengue

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Barjas Negri, afirmou hoje que o governo federal cobrou várias vezes, no decorrer do ano passado, ações de combate à dengue por parte do Estado do Rio e das prefeituras cariocas. Segundo ele, o ministro José Serra chegou a telefonar para o governador Anthony Garotinho e prefeito Cesar Maia para alertar sobre uma possível epidemia da doença e exigir a aplicação dos recursos. "Não faltaram avisos, reuniões e alertas", disse Barjas Negri.Nas contas do ministério, o Estado recebe R$ 3,8 milhões por mês para o combate a endemias, como dengue, leptospirose e doença de chagas. Barjas Negri ressaltou que não faltaram recursos, mas burocracia nas licitações de compras de equipamentos e contratações de pessoal. "O dinheiro pactuado entre o governo e as secretarias municipais para prevenir a dengue foi repassado sem atraso", disse.A partir de 1997, o Ministério da Saúde iniciou uma série de convênios com municípios e Estados para repasse dos recursos. Em 2000, o envio de dinheiro foi descentralizado, deixando de passar pelo ministério. "Por que em certos municípios o programa contra a dengue funciona bem?", indagou o secretário. "Algumas prefeituras se prepararam para evitar o problema, outras não."Briga - Ontem, o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Mauro Costa, criticou a prefeitura do Rio pela epidemia de dengue e os políticos cariocas, que teriam desviado funcionários do programa de combate à dengue para trabalhar em campanhas eleitorais. Acabou sendo chamado hoje de mentiroso pelo prefeito do Rio.Cesar Maia ainda o acusou de enviar medicamentos vencidos para a cidade. O contra-ataque do presidente da Funasa veio à tarde por meio de uma nota. "Espero que o prefeito dê prioridade necessária para o combate ao mosquito transmissor da dengue, assim como os demais prefeitos e o governador do Estado", afirmou. "Deste modo, diminuiremos a ocorrência dos casos."

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