Ministério da Saúde libera R$ 100 milhões para Santa Catarina

Do total, R$ 70 mi serão destinados a ações de vigilância, assistência farmacêutica e reestruturação da rede

Rosana de Cássia, de O Estado de S. Paulo,

10 de dezembro de 2008 | 11h48

O Ministério da Saúde liberou R$ 100 milhões para o Estado de Santa Catarina, que está em situação de calamidade pública, provocada pelas fortes chuvas. O decreto foi publicado na edição desta quarta-feira, 10, do Diário Oficial da União. Do total de recursos, R$ 70 milhões serão destinados a ações de vigilância em saúde, assistência farmacêutica e reestruturação da rede de atenção à saúde e R$ 30 milhões serão para investimentos na recuperação da infra-estrutura necessária ao atendimento à população.   Veja também: Saiba como ajudar as vítimas das chuvas IML divulga lista de vítimas identificadas Repórteres relatam deslizamento em Ilhota  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina  Blog: envie seu relato sobre as chuvas  Veja galeria de fotos dos estragos em SC   Tudo sobre as vítimas das chuvas          Nesta quarta, a Defesa Civil de Santa Catarina contava 123 vítimas das chuvas. Em todo o Estado, mais de 33 mil pessoas continuam desabrigadas ou desalojadas. Ao todo, são 14 municípios em estado de calamidade pública e outros 63 em situação de emergência.   Leptospirose   Vinte e uma pessoas contraíram leptospirose em Santa Catarina, entre 22 de novembro a 9 de dezembro. O total de casos confirmados foi anunciado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde na terça-feira, 9. Outras 276 notificações de suspeita estão em análise e 76 já foram descartadas.   Itajaí apresenta o maior número de ocorrências confirmadas da doença: 5. As cidades de Guabiruba, Joinville e Camboriú acumulam dois casos, cada uma. Os demais são de moradores de São José, Guaramirim, Brusque, Gaspar, Navegantes, Palhoça, Timbó, São Francisco do Sul, Tijucas e São João Batista.   Segundo a Secretaria da Saúde, o período de incubação da leptospirose, que é transmitida por roedores domésticos, vai de 1 a 30 dias após o contato com o agente infeccioso, e os sintomas variam desde febre alta, dor de cabeça e dores musculares, até quadros mais graves, como insuficiência renal, hemorragias e alterações neurológicas que podem levar à morte.

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