Ministério Público alerta sobre o controle de vôo em SP

O Ministério Público do Trabalho fez um alerta sobre a segurança no controle de vôo em São Paulo. De acordo com relatório encaminhado ao 4º Comando da Aeronáutica, em São Paulo, e à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), os controladores de vôos não têm condições de trabalho previstas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além disso, alguns deles não têm formação adequada, segundo denúncia de funcionários da categoria, segundo informações do Bom dia São Paulo, da TV Globo. Temendo represálias, um controlador que não quis se identificar afirmou que auxiliares de comunicação, que deveriam ajudar os controladores na jornada de trabalho, não têm qualificação suficiente. "Eles não fazem o estágio, não sabem ainda controlar radar. São quebra-galhos, uma forma de produzir controlador de uma hora para outra", relatou. Às vésperas do carnaval, quando o movimento aumenta ainda mais nos aeroportos de todo o País, o relatório faz uma série de recomendações e aponta que muitos dos controladores não tem o descanso previsto de 15 minutos a cada duas horas de trabalho. Além disso, a categoria faz dupla jornada, não tem folga respeitada e trabalha com aparelhos obsoletos, com problemas de visualização e ruído. O procurador Fábio Fernandes, que cuida do caso, ouviu sete controladores militares e quatro civis que trabalham em São Paulo desde o começo da investigação, em 6 de outubro de 2006, comentou o assunto. Segundo ele, essas recomendações não são só para melhoria da saúde física e mental dos controladores, mas para a segurança do espaço aéreo como um todo. Caso nenhuma providência seja tomada, o Ministério Público do Trabalho irá instaurar uma ação civil pública.

Agencia Estado,

14 Fevereiro 2007 | 13h29

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