Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Ministério Público apresenta mais duas denúncias contra João de Deus

Além de novos casos de abuso sexual, médium deve responder à acusação de posse ilegal de arma de fogo

Isabel Cristina, Especial para o Estado

24 de janeiro de 2019 | 21h40

GOIÂNIA - O Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou nesta quinta-feira, 24, duas novas denúncias contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus. A mulher dele, Ana Keyla Teixeira, também foi denunciada por posse ilegal de arma de fogo.

A denúncia tem como base uma operação policial feita em dezembro, quando agentes realizaram busca e apreensão em imóveis registrados nos nomes de João de Deus e da mulher dele. No dia 21 de dezembro, o juiz Liciomar Fernandes da Silva, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), já havia decretado a prisão preventiva do médium pela posse ilegal das seis armas de fogo encontradas nos endereços do casal. 

Já na segunda denúncia, João de Deus é acusado de novos crimes sexuais. O novo documento enviado à Justiça conta com depoimentos de cinco mulheres que o acusam de estupro. Uma das vítimas é do Distrito Federal. As demais, de São Paulo. Conforme a promotoria, os abusos teriam acontecido entre março de 2010 e julho de 2016.

O documento inclui, ainda, depoimentos de outras seis mulheres que dizem ter sido abusadas por João de Deus. Os casos, no entanto, teriam acontecido entre 1996 e 2009 e já prescreveram. Ainda assim, devem servir para fortalecer o relato das demais vítimas, como testemunhos e índicios. Na época, elas tinham entre 23 e 53 anos. 

Essa acusação também tem como alvo o filho do médium, Sandro Teixeira de Oliveira, que deve responder por coação e corrupção ativa de testemunha, de acordo com o MP-GO. Segundo o promotor Augusto César de Souza, um dia após o registro de um abuso sexual que teria acontecido em 2016, João de Deus e o filho tentaram "comprar" a testemunha.

Os dois teriam ido até a cidade da vítima, no norte de Goiás, e oferecido pedras preciosas no valor de R$ 15 mil para que fosse retirado o registro. Na ocasião, o filho do médio estaria armado.

O Ministério Público já apresentou à Justiça de Abadiânia, ao todo, quatro denúncias contra o médium, que está preso há mais de um mês no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele nega os crimes.

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