Polícia Civil
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Ministério Público de MG pede à Justiça bloqueio de bens da Backer

Promotoria pede também que cervejaria seja obrigada a pagar as despesas hospitalares com vítimas de intoxicação por dietilenoglicol

Leonardo Augusto, especial para, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2020 | 21h39

BELO HORIZONTE - O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu à Justiça a indisponibilidade de bens da cervejaria Backer. Além disso, o MP pede que a empresa seja obrigada a pagar as despesas hospitalares com vítimas de intoxicação com dietilenoglicol. Em carta aberta divulgada nesta segunda-feira, 10, parentes e vítimas suspeitas de intoxicação pela substância acusam a Backer de não fornecer assistência médica a pacientes que possam ter sido contaminados.

Na ação, segundo o MP, "foi requerida cautelarmente a indisponibilidade dos bens da cervejaria, que serão usados exclusivamente na reparação dos danos causados aos consumidores que adquiriram e ingeriram as cervejas contaminadas. A ação também pede disponibilização de canal de informação, por parte da cervejaria, para informar todos os consumidores sobre o que fazer diante do risco iminente de danos".

A promotoria pede também suporte psicológico e pagamento de salário para aqueles que estão impossibilitados de trabalhar. Segundo a promotora de Justiça Silvia Altaf Cedrola, "a intenção foi a de resguardar a indenização e o suporte imediato às vítimas, uma vez que a Cervejaria Backer não cumpriu o acordado extrajudicialmente com o Ministério Público de Minas Gerais, negando apoio aos consumidores que ingeriram as cervejas colocadas no mercado de consumo". A promotora disse ainda que "os procedimentos instaurados no MPMG para apuração do caso continuarão com andamento normal".

Em nota, a Backer disse que "ainda não foi notificada a respeito da decisão judicial, mas reafirma seu compromisso em prestar todo o suporte possível aos pacientes com suspeita de intoxicação por dietilenoglicol e garante que cumprirá todas as determinações das autoridades".

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