Ministério Público denuncia 17 por tráfico internacional em MG

Quadrilha, que inclui dois bolivianos e um libanês, foi presa com mais de 700 quilos de cocaína e R$ 1,2 milhão em dinheiro

Rene Moreira, Especial para o Estado

04 Março 2015 | 14h21

FRANCA - Uma quadrilha foi denunciada à Justiça por tráfico internacional de drogas em Minas Gerais. O grupo agia principalmente no Triângulo Mineiro, onde abriu pistas clandestinas para receber carregamentos de drogas. Com os 17 acusados, incluindo dois bolivianos e um libanês, foram apreendidos 700 quilos de cocaína e mais de R$ 1,2 milhão em espécie, entre dólares e reais.

Os envolvidos foram denunciados nesta semana pelo Ministério Público Federal (MPF) de Uberlândia, em Minas Gerais, e responderão ainda por associação para o tráfico e por organização criminosa. O chefe do grupo seria José Severino da Silva, que já estava preso quando as investigações começaram, há dois anos.

De acordo com as investigações, mesmo com mais de 20 anos para cumprir, ele organizava o esquema de dentro de um presídio em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Severino, que é casado com uma boliviana que também está presa, é considerado de alta periculosidade pela Drug Enforcement Administration (DEA), a agência antidrogas dos Estados Unidos. Hoje, ele está preso em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A cocaína vinha da Bolívia de avião ou por via terrestre, nesse caso entrando por Mato Grosso do Sul. A divisão do entorpecente, antes de ser distribuído no Brasil, era feita em uma fazenda que pertenceria a Severino. Sem contar o casal, foram denunciados parentes dos dois, amigos e outras pessoas que teriam participação no esquema.

A quadrilha foi desarticulada no final do ano passado após 18 meses de investigação e uma operação que contou com cem policiais federais que fizeram prisões e apreensões nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Lucro. De acordo com a Polícia Federal, o esquema movimentava R$ 14 milhões por mês em drogas e com os acusados foram apreendidos também veículos diversos e aviões.

Parte da cocaína iria aos morros do Rio de Janeiro. Dois doleiros - um deles o libanês Hatem Dil El Saheli - seriam os responsáveis por efetuar os pagamentos da quadrilha aos fornecedores e remeter parte do lucro, em dólares, para o exterior. O Estado não conseguiu contato com os advogados dos envolvidos.

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