divulgação Polícia Civil
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Ministério Público denuncia 18 dos 159 presos suspeitos de integrar milícia 

Eles foram denunciados por integrar organização criminosa; onze pessoas ainda estão presas

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

22 Maio 2018 | 11h16

RIO - Dezoito pessoas foram denunciadas nesta segunda-feira, 21, pelo Ministério Público do Estado do Rio sob acusação de integrar a principal milícia do Rio de Janeiro. Eles estão entre os 159 presos em 7 de abril, durante uma festa promovida em um sítio em Santa Cruz (zona oeste). Atualmente restam 11 pessoas presas.

A 20ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos alega que desde 2015 esses 18 denunciados integram a milícia que atua nos bairros de Santa Cruz e Paciência (também na zona oeste), com ramificações em outras regiões e municípios do Estado, para a prática de crimes como homicídios e extorsões contra moradores, comerciantes e motoristas de van, além de posse e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e restrito. Eles foram denunciados por integrar organização criminosa e portar ou deter arma ou munição de uso proibido ou restrito. Se condenados, podem ser punidos com até quatro anos de prisão. 

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Segundo a denúncia, protocolada na 2ª Vara Criminal Regional de Santa Cruz, o grupo agia sob o comando de Wellington da Silva Braga, conhecido como Ecko e já denunciado por organização criminosa, e Danilo, cuja identificação ainda não foi confirmada. Ambos estão foragidos. Grupos de milicianos atuam na zona oeste do Rio pelo menos desde 2006, afirma o Ministério Público.

O caso. Os 159 homens foram presos num sítio durante uma festa que, segundo a polícia, era realizada em homenagem a Ecko. Ele estava na festa, mas conseguiu fugir. Durante a operação, quatro homens armados com fuzis foram mortos após troca de tiros com a polícia. Foram apreendidos 11 veículos, 24 armas de fogo (fuzis, pistolas e revólveres), granada, 76 carregadores, 1.265 munições de calibres variados, coletes balísticos, fardamentos e toucas ninjas.

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