Ministério Público denuncia Abadía por lavagem de dinheiro

Procuradora também denuncia outras 15 pessoas que seriam ligadas ao megatraficante colombiano

Pedro Henrique França, da Agência Estado,

14 Setembro 2007 | 17h25

O megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía foi denunciado nesta sexta-feira, 14, por lavagem de dinheiro pelo Ministério Público Federal. A denúncia foi feita à 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Abadía foi preso em São Paulo no dia 7 de agosto e é acusado de lavar cerca de US$ 9 milhões arrecadados com o tráfico internacional de drogas. O traficante é acusado ainda por outros três crimes: formação de quadrilha, falsidade ideológica e corrupção ativa.    Veja também:  Conheça os mais famosos criminosos que escolheram o Brasil - e suas praias - como refúgio Traficante tem fortuna avaliada em R$ 3,4 bi Traficante colombiano está no Brasil há 3 anos Imagens da operação que prendeu Abadia   Além de Abadía, a procuradora da República Thaméa Danelon Valiengo denunciou também outras 15 pessoas. A denúncia será apreciada pelo juiz federal Fausto Martin de Sanctis.   Abadía é um dos principais líderes do Cartel Vale Del Norte, da Colômbia, e é processado pelos Estados Unidos tráfico internacional de drogas. Por conta do pedido de extradição formulado pelos EUA para o governo colombiano, Abadía fugiu para o Brasil em julho de 2004. Na fuga, teria usado mais de 30 documentos falsos, feito plásticas e subornado agentes públicos   Em depoimento à Polícia Federal ele afirmou que partiu de barco da Venezuela para o Ceará, com US$ 4 milhões. Depois, ele conseguiu entrar com mais US$ 5 milhões no País. A PF apreendeu com Abadía e na casa do pai do motorista de um dos integrantes do bando o total de US$ 1,255 milhão, 604 mil euros, além de R$ 15 mil.   Com o apoio de membros da quadrilha e de pessoas recrutadas no Brasil, Abadía adquiriu em nome de laranjas três casas - em São Paulo, Florianópolis e Angra dos Reis -, além de uma fazenda no Rio Grande do Sul e um sítio em Pouso Alegre, em Minas Gerais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.