Ministério Público entra com ação contra metroviários

O Ministério Público do Estado de São Paulo entrou com uma ação contra o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários de São Paulo em virtude da greve realizada pela categoria na terça-feira, 15. A paralisação prejudicou 2,8 milhões de usuários do sistema, mas afetou indiretamente toda a população de São Paulo, que sofreu com um congestionamento recorde na manhã. O texto da ação diz que a greve "não somente é indevida sob o aspecto jurídico, como absolutamente inoportuna, levando-se em conta o momento vivido pelo cidadão, que vive e trabalha nesta metrópole". Com base nos prejuízos causados à população, o MP pede o pagamento de indenização no valor de R$ 500 mil por danos morais, além de compensar os prejuízos dos usuários que não puderam usar o metrô.Ao iniciar a greve por 24 horas à meia-noite de segunda-feira, 14, o Sindicato dos Metroviários descumpriu uma liminar do Tribunal do Trabalho de São Paulo que garantia a manutenção de 100% da frota do Metrô nos horários de pico - entre 6 e 9 horas e entre 16 e 19 horas - e 80% nos demais horários, em caso de greve. O descumprimento implica em multa diária de R$ 100 mil para o sindicato. Em entrevista à Rádio Eldorado, na terça-feira, o presidente do sindicato, Flávio Godoi, afirmou que o sindicato vai recorrer de todas as multas acionadas contra a categoria. Na segunda-feira, 14, o Tribunal do Trabalho de São Paulo manteve liminar que garantiria a manutenção de 100% da frota do Metrô nos horários de pico - entre 6 e 9 horas e entre 16 e 19 horas - e 80% nos demais horários, em caso de greve. O descumprimento implicaria em multa diária de R$ 100 mil para o sindicato. No inquérito instaurado ainda na terça-feira, o MP alegou que a greve "causou prejuízos incomensuráveis nos2,8 milhões de usuários ou potenciais usuários" do Metrô e apontou o não acionamento do mecanismo emergencial de atendimento aos usuários, como previsto por lei. TranstornosA circulação de veículos na cidade de São Paulo ficou muito comprometida na terça-feira. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio e, pela manhã, registrou congestionamento recorde para uma terça-feira, com 188 quilômetros, às 9 horas.Os metroviários entraram em greve por serem contra a Parceria Público Privada (PPP) que vai operar a Linha 4 do Metrô. Eles consideram a PPP uma forma de privatização do sistema. O contrato da PPP entre o governo do Estado de São Paulo e o consórcio que vai operar a Linha 4 do Metrô (Luz-Vila Sônia) ainda não foi assinado, pois depende do julgamento de um recurso do Sindicato dos Metroviários, no Tribunal de Justiça. Em enquete realizada pelo Portal Estadão, 75,3% de um total de 1089 internautas discordaram da greve. "Os metroviários não têm o direito de privar a população do direito de ir e vir, trazendo grandes prejuízos para as indústrias e o comércio. Muitas pessoas não têm carro e dependem totalmente do Metrô", declarou o internauta Roberto Harakawa. Viagens adicionais em outros meios de transporte, desgaste dos carros, danos ao ambiente, perda na arrecadação e outros fatores, podem ter causado um prejuízo de cerca de R$ 70 milhões, de acordo com especialistas em transportes.Ampliada às 19h15

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