Ministério Público Estadual de Goiânia pediu junta médica para Cadu

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes foi condenado por duplo assassinato - do cartunista Glauco Villas Boas e seu filho Raoni; crime ocorreu Osasco, na Grande São Paulo, no dia 12 de março de 2010

31 Maio 2013 | 17h58

Goiânia – A junta médica forense, da Justiça deGoiás, é que vai definir se Carlos Eduardo Sundfeld Nunes (27), o Cadu, pode ounão deixar a clínica psiquiátrica, onde está em Goiânia, para recebertratamento ambulatorial.

O rapaz foicondenado pelo duplo assassinato - do cartunista Glauco Villas Boas e seu filhoRaoni. Crime ocorrido em Osasco, na Grande São Paulo, no dia 12 de março de2010.

E a opção pelaJunta Médica foi requerida, no dia 6 de março, pelo MPE. Após avaliar os autos,encaminhados pela juíza Telma Aparecida Alves, da Vara Criminal de Goiânia, oMPE requereu a avaliação da Junta, contrariando decisão da juíza, queautorizava avaliação por meio de médico particular.

O processo correem “segredo de Justiça” por determinação da juiza. E as informações foram obtidascom exclusividade pelo Estado.

Liberdade - Em tese, no dia 13 de março último, CarlosEduardo Sundfeld Nunes completou os três anos de internação. Prazo dado comomedida de segurança, determinado pelo juiz Mateus de Freitas Cavalcante Costa,da Justiça Federal no Paraná.

A sentença foibaseada em laudo psiquiátrico e psicológico de sanidade mental. O documentoconsiderou o rapaz inimputável, por ser portador de doença psiquiátrica(esquizofrenia paranóide). E, porque os assassinatos ocorreram num momento desurto.

Agora, porém, olaudo deverá indicar “cessação de periculosidade” do paciente.

Como determinou asentença, em caso positivo, Cadu deixará a clínica psiquiátrica - onde está -para receber tratamento ambulatorial. O que significa deixar de ser internopara morar na casa de seu pai, em Goiânia. Ainda, podendo se apresentarsemanalmente ao Programa de Assistência ao Louco Infrator (PAILI), onde estáinternado desde o ano passado.

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