Ministério quer nova lei para escuta telefônica

Maior controle das interceptações telefônicas, que terão acompanhamento direto do Ministério Público, e penas mais pesadas para grampos clandestinos. O projeto elaborado pela Comissão Especial instalada pelo Ministério da Justiça para criação de uma nova lei que vai regular as escutas já foi entregue ao ministro Márcio Thomaz Bastos.A presidente da comissão e professora de direito processual penal da USP, Ada Pellegrini Grinover, disse que o objetivo da lei é criar normas mais rígidas para controle das interceptações. Elas passariam a ser feitas em casos estritamente necessários e de forma proporcional. "Acabou essa história do policial entrar na telefônica, ser deixado numa sala onde intercepta a linha que quiser", disse Ada.Escutas poderão ser pedidas pela polícia para investigação de crimes contra o sistema financeiro e a ordem tributária, terrorismo, tráfico de drogas, tráfico de mulheres e subtração de incapazes, lavagem de dinheiro, contra a administração pública, falsificação de moeda, roubo, extorsão simples ou mediante seqüestro, homicídio doloso, ameaça cometida por telefone e organizações criminosas.Veja o especial:

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