Ministra de Direitos Humanos apoia novo referendo sobre desarmamento

Para Maria do Rosário, plebiscito ocorrido em 2005 é uma referência, mas não pode dar a palavra final sobre o tema

Eduardo Bresciani, O Estado de S. Paulo

12 Abril 2011 | 12h17

BRASÍLIA - A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, manifestou apoio à proposta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de que seja realizado um novo referendo sobre a venda de armas no País. Ela também defendeu a nova campanha de desarmamento que será lançada pelo governo em maio por iniciativa do ministério da Justiça. As medidas foram propostas após o massacre na escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro.

 

Maria do Rosário afirmou que a consulta popular feita em 2005 que optou pela continuação do comércio de armamentos não pode ser tomada como "palavra final" sobre o assunto. "O referendo já realizado é uma referência, mas não deu a palavra final porque nós temos vidas a salvar todos os dias. Está correto o ministro José Eduardo Cardozo e o presidente Sarney ao tratarem do tema desarmamento, que será um dos centros da atuação do enfrentamento da violência neste ano de 2011 pelo governo da presidente Dilma", declarou.

 

Maria do Rosário disse acreditar que a população "vai amadurecendo" e afirmou que o foco do governo deve ser na apreensão de armas ilegais, além da conscientização de quem tem estas armas, mostrando que elas podem parar nas mãos do crime organizado.

 

A ministra afirmou que há atualmente no País cerca de 16 milhões de armas, sendo que 50% delas são clandestinas ou não estão legalizadas. Ela afirmou que é preciso reduzir o número de mortes por armas de fogo e destacou o baixo preço de armas e munições no Brasil. "Uma bala custa R$ 5. Uma arma no mercado clandestino custa R$ 50 ou R$ 100. É possível vivermos com isso? Não, não é possível".

 

Maria do Rosário participa nesta manhã junto com as ministras Iriny Lopes (Mulheres) e Luiza Barros (Igualdade Racial) da instalação da Subcomissão Permanente em Defesa das Mulheres. Antes, elas se reuniram com Sarney no gabinete da presidência da Casa.

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