Ministra quer apoio de prefeitos contra racismo

Luiza Bairros esteve ontem no interior de São Paulo para apresentar e promover campanha em prol da igualdade social

Brás Henrique / RIBEIRÃO PRETO, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2011 | 00h00

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, participou ontem de reuniões com representantes da sociedade civil e lideranças políticas e do movimento negro de Ribeirão Preto (SP), para apresentar a campanha Igualdade Racial é Pra Valer, lançada pelo governo federal em março. "Essa visita faz parte de um processo mais amplo, de ida aos Estados, para conversas com governadores, prefeitos e sociedade civil, um chamamento para que todos participem da política de promoção da igualdade racial", resumiu a ministra.

Segundo ela, agentes sociais e econômicos são chamados para mostrar o que fizeram ou o que podem fazer para promover a inclusão de negros na sociedade em condições iguais a outros grupos sociais. "Isso significa a luta contra qualquer tipo de preconceito e racismo, algo que ajuda a sociedade brasileira a consolidar a democracia", destacou. Como exemplo para a promoção da igualdade racial, a ministra citou que nos últimos dias o governo do Rio de Janeiro propôs a adoção de cotas para negros em seus concursos públicos.

"Nosso apelo é que as administrações municipais criem condições para um plano local para a promoção da igualdade racial, com articulações nas diferentes áreas, como educação, saúde, trabalho e assistência social", disse a ministra. Essa mobilização visa a criação, a partir de 2012, de uma linha de incentivo financeiro, com recursos ainda indefinidos (valor deve ser fechado até agosto ou setembro), para que ações sejam realizadas nos municípios brasileiros.

PARA LEMBRAR

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), que tem status de ministério, foi criada no dia 21 de março de 2003. Sua criação era uma promessa de campanha, feita por Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Passados oito anos, o seu maior problema é a falta de capilaridade, o que significa que as iniciativas e ações continuam concentradas em Brasília, com dificuldades para chegar aos mais carentes.

Luiza Bairros, terceira titular da pasta, foi indicada para o cargo pelo governador baiano Jacques Wagner (PT).

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