Ministro ataca jornada excessiva e manutenção

Ao criticar ontem, na CPI do Apagão da Câmara, a política de baixo custo adotada pelas empresas aéreas, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, questionou a eficácia do sistema de manutenção dos aviões e mencionou as jornadas de trabalho excessivas. Jobim chamou a atenção para a prática da manutenção segmentada, em que aviões passam por verificações rápidas nas paradas nos aeroportos. "O uso intensivo das aeronaves afeta a segurança. Com a manutenção segmentada, vai-se consertando (os aviões) no tempo mínimo de 10, 15, 20 minutos", criticou o ministro. Jobim considerou excessivo o tempo médio de 14 horas de vôo diários por avião. "Gera descuido na manutenção e esgarçamento da tripulação", alertou. Segundo o ministro, as normas do Conselho de Aviação Civil (Conac) seguem três regras: "segurança, regularidade e pontualidade". Isso, segundo Jobim, "se choca com competitividade, palavra mágica do empresário". Jobim reiterou que não permitirá a retomada do uso do Aeroporto de Congonhas como ponto de escalas e conexões. "Falar em um vôo Porto Alegre-Congonhas-Confins-Brasília seria a reconstituição progressiva do hub (ponto de conexão) e negamos essa possibilidade." O ministro confirmou que Congonhas terá uma área de escape, mais um sistema com concreto poroso para forçar a parada de aviões que ultrapassem a pista. Disse ainda que serão instaladas "telas de retenção". Aos parlamentares de São Paulo, Jobim afirmou ainda que a construção da "terceira pista de Guarulhos é decisão tomada" e cerca de 25 mil pessoas moram no local que será desapropriado. Sobre construir um terceiro aeroporto internacional em São Paulo, disse que isso "é cogitado, sim", mas apenas no longo prazo.

Luciana Nunes Leal e Tânia Monteiro, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

07 Agosto 2029 | 00h00

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