Ministro cativou presidente por resultados

Depois de duas edições problemáticas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) que perturbaram a vida de milhões de estudantes, pode parecer estranha a confiança absoluta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva coloca em seu ministro da Educação, a ponto de pedir especificamente à presidente eleita, Dilma Rousseff, a sua permanência na próxima equipe ministerial.

Bastidores: Lisandra Paraguassú, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2010 | 00h00

No entanto, autor de ideias como o Programa Universidade para Todos (ProUni), responsável pela implantação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e pela expansão recorde das escolas técnicas e das universidades federais - todos programas caros ao coração do presidente -, Haddad é um dos ministros mais queridos por Lula.

No Palácio do Planalto sabe-se que a visão que o presidente tem do ministro da Educação é de alguém que apenas lhe trazia boas notícias e soluções, em vez de problemas.

Muito cedo Haddad conseguiu convencer Lula de que investir em educação só lhe traria elogios - e o presidente escutou.

Desde que assumiu o cargo, Haddad ganhou embates com a equipe econômica por mais dinheiro.

E, com uma ampliação recorde no ensino superior, resultados constantemente positivos na educação básica - mesmo que ainda modestos - ganhou crédito suficiente para que, mesmo com os fiascos do super Enem, ainda ser considerado por Lula o fiador de seu legado na educação.

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