JF Diorio/Estadão
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Ministro chama rompimento de barragens de 'acidente'

Bento Albuquerque foi contestado ao não se referir aos eventos em Barão de Cocais e Brumadinho como crime

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2019 | 15h40

BRASÍLIA - Em uma audiência no Senado para discutir o risco de rompimento da barragem Sul Superior, em Barão de Cocais (MG), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, se referiu a esses eventos como "acidentes" e foi contestado.

Em sua fala, o ministro fez referência ao rompimento da barragem em Brumadinho (MG) e classificou o ocorrido como acidente. Depois, afirmou que a legislação precisa ser revisada para que não ocorram acidentes. Mais tarde, defendeu "aprender com aquilo que ocorreu para que não se repitam acidentes como nós vivemos nos últimos três anos, eu diria, que dramáticos."

Logo em seguida, ele foi interrompido pelo senador Carlos Viana (PSD-MG). "Acidente não, ministro. Por favor: crimes", declarou o parlamentar. Albuquerque, por sua vez, justificou que não queria emitir julgamentos. "Não cabe a mim julgar se é crime ou não, eu não tenho nenhum problema de falar que foi crime ou não, mas não quero fazer juízo de valor quando não tenho todos os elementos", disse, declarando em seguida que se referia a "situações que traumatizaram."

Sobre a barragem Sul Superior, da mineradora Vale, Bento Albuquerque afirmou que há um monitoramento constante para evitar a morte de pessoas em um eventual rompimento da estrutura.

"O monitoramento é diuturno e ininterrupto. As informações estão sendo passadas para aquelas pessoas que têm responsabilidade e competência para adotar medidas e ações necessárias para que, principalmente, não haja perda de vidas humanas", declarou.

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