Ministro condiciona sucesso da pasta à atuação do órgão

"Se a Polícia Federal fracassar nessa tarefa de governo, fracassará o ministro da Justiça. Se o ministro da Justiça fracassar, o governo Dilma Rousseff fracassará. E, se o governo Dilma fracassar, fracassarão os brasileiros", discursou o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, durante a posse de Leandro Daiello Coimbra.

, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2011 | 00h00

Cardozo jogou para a corporação responsabilidade pelo sucesso de sua pasta e de uma política de governo que prevê uma polícia com liberdade para investigar corrupção e colarinho-branco. "O lema aqui será um por todos e todos por um. A PF hoje é o braço direito, o braço esquerdo e o corpo do Ministério da Justiça nesse enfrentamento ao crime organizado."

Cardozo fez uma reflexão sobre o papel da PF, atrelada ao Ministério da Justiça. Lembrou que o artigo 37 da Constituição impõe à administração pública, "e isso vale para a polícia", que se paute pelos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. "Como combinar tudo isso? Como respeitar as leis e ser eficiente no combate ao crime organizado que utiliza métodos abusivos? Como ser eficiente agindo com publicidade quando os inquéritos policiais legalmente exigem sigilo? Como combinar a necessidade democrática que temos de alimentar a população com informações e a ansiedade dos jornalistas que trabalham na busca de informações e dos offs com o respeito ao cidadão e à sua imagem, evitando-se o prejulgamento e a execração social antes de sentença judicial transitada em julgado?"

Ele disse que "não como ministro, mas como brasileiro, se orgulha da PF". Mas cobrou vigilância sobre maus policiais. "É necessário que desvios de conduta sejam rigorosamente punidos. Uma instituição só cresce e só amadurece quando ela própria abandona o espírito corporativo para afirmar que nessa instituição a honestidade e o republicanismo são ponto de partida e ponto de chegada."

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