Ministro confirma contato de pilotos do Legacy com a torre de controle

O ministro da Defesa, Waldir Pires, confirmou nesta quinta-feira, 19, que a análise das caixas-pretas dos aviões envolvidos no acidente do vôo Gol 1907, que causou a morte de 154 pessoas no dia 29 de setembro, comprova que os pilotos Americanos do Legacy, Joe Lepore e Jan Paladino, entraram em contato com a torre de controle de Brasília antes do choque com o Boeing 737-800. Segundo Pires, os controladores esperavam que o jato descesse para 36 mil pés após passar pela capital federal, obedecendo seu plano de vôo. "Eu não quero fazer julgamentos, mas a primeira posição do piloto é cumprir o plano de vôo", afirmou o ministro ao Jornal Hoje, da TV Globo, após ser questionado se o piloto poderia ter entendido que deveria manter a altitude de 37 mil pés, mesma altitude do Boeing da Gol. "Não há nenhum diálogo entre os pilotos do Legacy e o controle aéreo de Brasília que pudesse significar ou resultar numa autorização para que o jato mudasse seu plano de vôo ou permanecesse a 37 mil pés", acrescentou o ministro.De acordo com Pires, o exame dos aparelhos que contêm informações operacionais dos vôos e as gravações das comunicações do Legacy mostra que durante a comunicação entre os pilotos do jato e a torre de Brasília o diálogo "mostrava que o Legacy estava voando em altitude normal. Ele (Legacy) vinha de São José dos Campos em direção a Brasília a 37 mil pés, mas em seguida não há mais contato".O ministro ressaltou, ainda, que as investigações ainda são preliminares e indicam que a asa direita e a cauda do Boeing 737-800 foram danificadas após a colisão com o jato fabricado pela Embraer.A transcrição das informações das caixas pretas, conforme Pires, também indica que o equipamento que torna visível uma aeronave no espaço aéreo (transponder) não estava operando. "Ainda não há confirmação se estava desligado (transponder), se havia uma interrupção decorrente de uma pane no avião. As comunicações não se deram e o transponder não estava funcionando", afirmou o ministro da Defesa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.