Lisandra Paraguassu/Estadão
Lisandra Paraguassu/Estadão

Ministro da Defesa diz que Brasil pretende fazer acordo para explorar Alcântara

Israel, França, China e Rússia já manifestaram interesse no centro de lançamento de satélites no Maranhão; negociação mais importante ocorre com os Estados Unidos

Cláudia Trevisan, Correspondente

17 Novembro 2017 | 00h33

Washington - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta quinta-feira, 16, em Washington que o Brasil pretende fazer acordo com vários países para a exploração do centro de lançamento de satélites de Alcântara, no Maranhão. “Ninguém terá o monopólio de Alcântara”, afirmou, depois de destacar que Israel, França, China e Rússia manifestaram interesse no projeto.

A negociação mais importante ocorre com os Estados Unidos, que detêm a tecnologia de cerca de 80% dos componentes usados na fabricação de satélites em todo o mundo. Em meados do ano, Jungmann encaminhou ao governo americano uma proposta de acordo de salvaguardas para proteção dessa tecnologia.

Na segunda-feira, o ministro discutiu o assunto com Thomas Shannon, subsecretário de Assuntos Políticos do Departamento de Estado, órgão que analisa o texto apresentado pelo Brasil. Perguntado sobre a posição de Shannon, Jungmann evitou uma resposta direta. “Eles sabem que essa é a nossa perspectiva.”

A grande dúvida é saber se os americanos concordarão em participar de Alcântara ao lado de outros países, em especial China e Rússia. O ministro disse que o setor privado dos EUA tem interesse no projeto e pressiona o governo a participar. “Entregar a um só país é criar dependência.” De acordo com ele, a brasileira Embraer indicou que gostaria de explorar o centro em parceria. No desenho brasileiro, cada país poderia ter sua própria plataforma de lançamento dentro da base de Alcântara.

O ministro reconheceu que a falta de acordo com os Estados Unidos dificultará a exploração do centro, mas não inviabilizará a participação de outros países. Antes de embarcar para os Estados Unidos, o ministro disse que se encontrou com o embaixador da China no Brasil para discutir uma eventual parceria em Alcântara.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.