Ministro da Defesa e Infraero discutem problemas de Cumbica

O ministro da Defesa, Waldir Pires, recebeu no começo da tarde desta segunda-feira, 26, no ministério, o brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Empresa Brasileira de infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), com quem discute a persistência dos problemas no tráfego aéreo do País.O brigadeiro apresenta ao ministro um relatório preliminar da investigação feita nas últimas horas para identificar as causas e os responsáveis pelos atrasos registrados no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica.Pires, que durante a manhã participou da reunião dos ministros do grupo de Coordenação de Governo, havia ordenado a investigação e também a punição dos responsáveis pelos problemas registrados em Guarulhos. O ministro quer saber quem foram os responsáveis por não ter sido colocado em funcionamento, em Guarulhos, o ILE-2, instrumento que permite pouso de aviões mesmo quando a visibilidade do aeroporto é baixa.Na manhã desta segunda, Cumbica voltou a ficar fechado durante quase três horas - entre as 5h45 e 7h40 por conta do nevoeiro na região. Por conta disso, o aeroporto apresentava expressivo número de vôos com atrasos: 23, até às 12h30. Os atrasos eram verificados principalmente em vôos internacionais. Cumbica fechou por cinco horas e meia no sábado e três horas no domingo em decorrência de um problema no sistema de auxílio de pousos chamado ILS, de categoria 2 (as categorias vão de 1 a 3 e levam em conta a visibilidade). O equipamento de Cumbica foi danificado há dez dias por um raio e, mesmo depois de ser recuperado, não voltou a entrar em funcionamento. A entrada em operação do sistema dependia de um teste com um avião da Força Aérea Brasileira. AtrasosDe acordo com a Infraero, dos 775 vôos programados para a manhã desta segunda, 138 tiveram problemas com atrasos acima de uma hora, o correspondente a um porcentual de 17,8% dos vôos. Segundo a Infraero, na manhã desta segunda, dez dos 57 vôos programados no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, apresentaram atrasos. No Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, treze de um total de 119 vôos programados, saíram com mais de uma hora atrasado.O Aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, apresentava 18 vôos com atrasos. Já no Santos Dumont, também no Rio, era verificada situação tranqüila, com apenas um vôo com problema de atraso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.