Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Ministro da Defesa faz sobrevoo e 2ª visita ao Complexo do Alemão

Jobim avalia ocupação do Exército nos morros do Rio e reafirma que homens só sairão com UPP

Tiago Rogero, Estadão.com.br

06 de maio de 2011 | 13h27

RIO - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez nesta sexta-feira, 6, sua segunda visita ao complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio, desde que as comunidades foram ocupadas pelo Exército, em novembro do ano passado. Jobim fez um sobrevoo, conversou com as tropas e caminhou pelo complexo, menos de 48 horas depois de um homem ter sido executado no local, crime ainda não solucionado pela polícia.

 

A primeira ida do ministro ao Alemão foi em fevereiro para a inauguração de uma agência bancária. Hoje, Jobim voltou a dizer que o Exército só sairá depois que ocorrer a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), prevista para setembro ou outubro.

 

"Queria ver como está o trabalho de nossos 1.700 homens, no Alemão e na Penha. Fiz o sobrevoo também para localizar os pontos fortes, antigas moradias de traficantes, que já estão sendo usadas estrategicamente pelo Exército e serão repassadas às UPPs", disse o ministro.

 

Sobre o assassinato de Wallace Amorim, de 31 anos, que estava em um bar na quarta-feira e foi executado, dentro do complexo do Alemão, Jobim se limitou a dizer que as investigações estão a cargo da Polícia Civil. "Estamos aqui para subsidiar a polícia. As Forças Armadas, não só o Exército, mas Marinha e Aeronáutica, só tem poder de patrulha, revista e prisão em flagrante", disse. O ministro negou ter conhecimento da existência de milícias atuando na região.

 

Mudança. No próximo dia 15, os 1.700 homens da 9ª brigada (Rio) vão ser substituídos por militares da 11ª brigada (Campinas). Será a segunda troca desde o início da ocupação. Desde 18 de fevereiro, quando a 9ª brigada assumiu, foram apreendidos 800 papelotes de cocaína e 900 CD's e DVD's piratas. Oito pessoas foram detidas, por consumo ou tráfico de drogas. Segundo a assessoria de comunicação do CML, nenhuma arma foi apreendida.

 

Além do exército, cerca de outros 200 policiais militares e civis compõem a Força de Pacificação do complexo.

 

Texto atualizado às 17h50.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.